Por que marcas estão despejando bilhões em creators

O marketing com criadores deixou de ser um experimento criativo para virar uma engrenagem central de crescimento. As projeções mais recentes indicam que o investimento global em anúncios com creators deve alcançar US$ 37 bilhões em 2025, impulsionado por um fator decisivo: as marcas finalmente aprenderam a escalar esse canal sem depender de tentativa e erro.

IBX — Por que marcas estao despejando bilhoes em creators

O que mudou não foi o público — foi a infraestrutura.

Durante muito tempo, trabalhar com creators significava negociar manualmente, apostar em feeling e torcer para o conteúdo performar. Isso limitava escala, previsibilidade e retorno. Agora, esse modelo está sendo substituído por algo muito mais racional: sistemas que combinam dados, automação e inteligência para transformar conteúdo de creators em mídia performática.

Em outras palavras, creators deixaram de ser “rostos” e passaram a ser ativos de aquisição.

O papel da automação nessa virada

O grande desbloqueio veio quando marcas começaram a usar tecnologia para resolver três gargalos históricos do creator marketing:

  1. Descoberta
    Em vez de procurar creators manualmente, as marcas passaram a identificar conteúdos que já performam bem organicamente e creators que convertem de verdade — não apenas os que têm seguidores.

  2. Padronização
    Briefings, permissões de uso, formatos e contratos deixaram de ser um caos. Isso reduziu atrito e acelerou campanhas.

  3. Escala
    O mesmo conteúdo passou a ser testado, adaptado e distribuído em múltiplos públicos, canais e formatos, com velocidade e controle.

Com isso, o marketing com creators saiu do campo criativo puro e entrou no território da performance mensurável. E é exatamente por isso que os orçamentos migraram.

Por que os CMOs estão priorizando creators agora

Há um motivo simples para essa mudança de alocação de verba: o custo de atenção subiu, mas a confiança no conteúdo tradicional caiu.

Criadores resolvem esse paradoxo porque:

  • entregam linguagem nativa de plataforma,

  • reduzem resistência à mensagem,

  • e funcionam melhor em ambientes saturados de anúncios.

Mas o verdadeiro diferencial não está no criador em si. Está no modelo híbrido, onde conteúdo orgânico vira insumo para mídia paga, funis e remarketing.

Marcas que estruturaram isso corretamente conseguiram:

  • reduzir custo por aquisição,

  • aumentar taxa de retenção,

  • e acelerar testes criativos sem inflar orçamento de produção.

Esse é o ponto onde creator marketing deixa de ser “branding” e passa a ser engenharia de crescimento.

O erro que ainda custa caro

Apesar do crescimento, muitas empresas continuam cometendo o mesmo erro: tratar creator marketing como um canal isolado.

Elas contratam creators, publicam conteúdos e param por aí. Sem integração com tráfego pago, sem leitura de dados, sem aprendizado acumulado. Resultado: bons vídeos, pouco impacto no caixa.

O que está funcionando de verdade é outro modelo:

  • creators como fonte de conteúdo,

  • mídia paga como amplificador,

  • dados como filtro de decisão.

Quando isso acontece, o criador não é mais o fim da estratégia — é o começo dela.

Inclusive, equipes mais maduras já estão conectando esse tipo de operação com estruturas de gestão de tráfego orientadas por dados, onde cada conteúdo de creator entra como variável testável dentro de um sistema maior de aquisição e escala. É aí que o jogo muda.

O que isso ensina para 2025 e além

O crescimento para US$ 37 bilhões não é hype. É consequência de maturidade.

O mercado entendeu que:

  • pessoas confiam em pessoas,

  • mas empresas precisam de sistemas,

  • e escala só acontece quando os dois se encontram.

Quem continuar tratando creator marketing como ação pontual vai ficar preso a picos isolados. Quem estruturar isso como máquina — com processos claros, métricas certas e distribuição inteligente — vai capturar uma fatia desproporcional desse crescimento.

No fim, a pergunta não é mais se sua marca deve trabalhar com creators.
A pergunta é: você está preparado para escalar isso com método, ou vai continuar dependendo da sorte?

É essa diferença que está separando quem cresce de quem só aparece.

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