Por que olhar anúncios não é a melhor forma de achar bons produtos

Quando alguém decide vender algo no digital, o primeiro impulso é olhar anúncios. Ver o que está rodando, copiar o produto, copiar a promessa e tentar entrar no meio. Isso parece lógico, mas é um erro básico.

Anúncio mostra o que já está sendo explorado, não o que está começando. Quando você vê um produto ali, ele já passou por várias mãos. Já teve margem apertada, criativo saturado e público cansado. Não é que não venda mais. É que exige muito mais dinheiro, tempo e experiência para funcionar.

IBX — Por que olhar anuncios nao e a melhor forma de achar bons produtos

Quem começa por aí não está escolhendo produto. Está escolhendo competir em desvantagem.

Produto bom aparece antes da propaganda

Antes de existir anúncio, existe gente tentando resolver um problema. É sempre assim. A propaganda vem depois, quando alguém organiza aquilo em forma de oferta.

Quem entende isso para de olhar vitrine e começa a olhar comportamento. Pessoas reclamando do mesmo problema há meses. Pessoas perguntando a mesma coisa em lugares diferentes. Pessoas pagando caro por soluções mal feitas porque não têm opção melhor.

Isso não aparece em dashboards nem em biblioteca nenhuma. Aparece em texto mal escrito, em pergunta repetida, em conversa longa que ninguém quer ler.

É ali que dá pra entender o que realmente incomoda as pessoas.

Onde ninguém quer perder tempo olhando

A maioria ignora comentários, fóruns pequenos, avaliações negativas e grupos fechados porque dá trabalho. Não tem resumo, não tem filtro, não tem número bonito.

Mas é justamente nesses lugares que as pessoas falam sem tentar vender nada. Elas explicam o problema do jeito delas. Contam o que tentaram, o que não funcionou e o que ainda falta.

Quando você vê dezenas de pessoas descrevendo o mesmo incômodo com palavras parecidas, isso não é coincidência. É padrão. E padrão é o que sustenta produto por muito tempo.

O tipo de produto que quase ninguém percebe

Existe um tipo de produto que não chama atenção de iniciante: aquele que não parece “digital”. Não tem promessa exagerada, não tem transformação milagrosa, não vira conteúdo de Instagram.

Mesmo assim, continua sendo comprado todo mês.

São soluções simples para problemas repetitivos. Coisas chatas, burocráticas, cansativas. O tipo de coisa que ninguém gosta de falar, mas todo mundo precisa resolver.

Quem ignora isso fica preso tentando vender desejo. Quem entende começa a vender necessidade.

Quando o uso entrega mais do que a promessa

Outro ponto importante é observar como as pessoas usam o que compram. Quando alguém adapta uma solução, usa fora do contexto original ou cria gambiarra, existe ali uma falha clara.

Isso não significa que o produto é ruim. Significa que ele não resolveu tudo.

Muita oportunidade nasce exatamente aí: não criando algo do zero, mas ajustando o que já existe para o uso real das pessoas. Quem percebe isso cedo não precisa disputar espaço. Cria algo melhor direcionado.

O que realmente separa quem acerta de quem copia

A maioria procura produto como quem procura atalho. Quer algo pronto, testado e fácil. O problema é que isso quase nunca existe para quem chega depois.

Quem acerta com mais frequência faz o oposto. Observa mais do que executa no começo. Lê mais do que copia. Entende o problema antes de pensar na solução.

Não é sobre achar algo escondido. É sobre prestar atenção onde quase ninguém presta.

O ponto que ninguém gosta de ouvir

Encontrar bons produtos não é difícil. Difícil é ter paciência para observar, ler coisa chata e ficar longe do que todo mundo está comentando.

Quem não aguenta isso acaba sempre vendendo o que já foi explorado demais. Quem aguenta, entra antes.

E essa diferença muda tudo.

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